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Mais uma foi parar no psiquiatra. O que está acontecendo? Minhas amigas, lindas, bem sucedidas, conquistadoras. Mas de alguma forma o desejo de conquista não se sacia com as vitórias. Todas bonitas, trabalhando, namorando... O que mais? O dinheiro, a propaganda, as marcas, nos dizem a mesma coisa: tem alguma coisa faltando. Esse é o meio e a mensagem: tem alguma coisa faltando. E nessa busca de conquistas, depois de um Frontal, um Rivotril, um Lexotan, chegamos em casa. Cadê o ar? Que porra é essa? Que corpo é esse? E essa outra cabeça aqui dentro de mim, veio da onde? Ai, caralho, medo de ficar maluca. Acontece mais com mulheres do que homens, parece que desde as histéricas de Freud estamos mais propícias a... nós não mergulhamos na escuridão, foram as trevas que afloraram. Queria estar escrevendo levezas, penas coloridas sobre sexo, sobre as delícias de qualquer coisa. Mas o que está acontecendo? Ariadne perdeu seu fio; em algum momento Persófone parou de subir do Hades (ou se esqueceu de descer?); a loucura sadia de Dionísio nos abandonou. Mais um Lexodara pra baixar o mundo. Mas eu não quero descer, "estou presa a meu tempo e olho meus companheiros". É aqui que minha alma dança.
Escrito por Manuela Dias às 10h09
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Será que o Katrina e o Rita são um bom argumento para os EUA assinarem o Tratado de Kioto?
Escrito por Manuela Dias às 18h33
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A virgindade separa as coisas bem de fininho. A minha vida da sua e a minha vida do que ela será. Ele me tira a virgindade e me dá uma coisa outra – o conhecido pelo incerto. A cada vez, incerto. Cria-se entre os dois um laço único e (e)terno, só eles estavam ali. O descobridor e sua terra, o que seria dele sem ela? Eles precisam estar separados para que haja a descoberta, para que se tire o véu, para que o véu exista. Só no encontro nasce o descobridor, é no primeiro passo que a terra vira chão. O que eu vi antes de todos é meu para sempre, o primeiro olho repousado, o primeiro outro em que ele se espelhou – a outra dele. É bonito essa coisa da violação (com)sentida – ih, tô concretista! É bonito que seja só uma vez, que seja para sempre. É o segundo que derruba o eterno. Mas ali foi obra-prima.
Escrito por Manuela Dias às 15h26
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