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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish



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Da arte do amor solitário - II

Por todas as facilidades, anatômicas e culturais, os homens desenvolveram técnicas avançadíssimas de se distrair por conta própria. É claro que a juventude favorece a dedicação a este passatempo, mas ele continua a ser exercido (e assim deve ser) por toda a vida. Ouvi dizer que alguns meninos costumavam sentar na mão trabalhadora, de forma que ela ficasse levemente dormente e dessa maneira provocasse a sensação de que a mão que acaricia é alheia ao corpo que recebe as carícias. Cheguei a ouvir falar de um menino que pintava as unhas para enganar seu olhar (de boa vontade) e aquilo era quase sexo! Sem falar nas zooiniciações tão famosas no nordeste e, como conta Xico Sá, até o amor mineral! Fico fascinada com tudo isso! Pra mim o mistério se revelou em sua magnitude quase grotesca quando, esperando a condução da escola, abri furtivamente a gaveta da mesinha do porteiro e encontrei um gibi. Mas não era do Maurício de Souza... era uma foto novela de putaria. Que beleza! Acho que a minha mãe acabou descobrindo, não sei se foi o danado que reclamou ou se minha mãe descobriu a minha coleção - porque eu passei a roubar todas as revistinhas daquele porteiro tarado!

Escrito por Manuela Dias às 18h58
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Notinha que saiu na Glamurama, da Joyce Pascowitch

Roteiro cultural 1
26/08 - 13:54 - Última semana para assistir “Madame”, peça livremente baseada na obra de Simone de Beauvoir. A montagem vem recebendo comentários elogiosos de críticos como Mario Bortolotto, para quem o espetáculo é “ótimo para mulheres e para homens que querem entender porquê a verdade nunca é simples”. Ou de Orlando Sena, que considera este “um teatro de alto quilate, dos bons, daqueles que vêm para ficar”.

* O texto, sempre bem-humorado, é da jovem e inteligente Manuela Dias, que é carioca da gema, mas faz questão de frisar que nasceu na Bahia... Manuela, aliás, foi aluna de Gabriel García Márquez.

por Leandro Oliveira



Escrito por Manuela Dias às 18h36
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Em defesa da masturbação

Já tinha ficado assustada quando, na semana passada, uma amiga me disse que tinha "preguiça de se masturbar", mas quando, ontem, outra amiga me disse que também não se dedicava a essa arte solitária, comecei a me preocupar seriamente. Essa prática deve começar logo aos dez anos (ou até antes), não precisa pensar em nada, os dedos pensam sozinhos. Ou melhor, nem pensam, vagueiam displicentes entre um vale e um morro e outro vale. Os dedinhos fazem uma pressão leve e tremem, alisam, apalpam, eles sabem muitos verbos gostosos. As pernas abraçam travesseiros, homens imaginários, mundos criados de improviso só para aquele momento e que depois serão desfeitos com um soninho gostoso. A cabeça vai longe e eu como quem eu quiser. Eu como você, ele, ela... Outro dia comi a Angelina Jolie. É uma suruba louca, infiel e sem culpa. Está errado quem pensa que a masturbação é um ensaio para o ato a dois (ou mais). Não. A masturbação é um fim em si mesmo. É auto-beijo, auto-sexo, auto-estima, auto-conhecimento. Ai, que dó de quem não se masturba... Mas nunca é tarde para começar! Vamos lá, meninas! Mãos à obra!



Escrito por Manuela Dias às 23h11
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